segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Saitica: blog de um revolucionário

Daniel de Andrade (Foto: Stela Petrasi)
Moçambique: Daniel, o cineasta Rui Guerra e Malangatane, escultor e líder (foto: Fernando Silva)
 Entre as coisas boas possíveis de se encontrar na Internet está o blog Saitica, do fotógrafo Daniel de Andrade Simões e de sua companheira Stella Petrasi. Eu tive a felicidade de conhecer o casal em Macapá, capital do Amapá, no começo dos anos 1990, e o privilégio de contar com as fotos do Daniel para fazer capas originais do semanário Folha do Amapá que editei por lá, a partir de maio de 1991. Embora resida em Porto Alegre há décadas, Daniel é baiano. É descendente de uma família de vaqueiros do município de Rio Real, e até firmar-se como mago das imagens em preto e branco, perambulou pelo mundo lutando pela liberdade, dele e dos oprimidos de todas as raças, crenças e ideologias.
Durante os anos de ditadura militar no Brasil (1964/1985) foi militante comunista, sendo preso e torturado. Escapou em meados dos anos 1970, exilando-se no Chile, Itália, França, Alemanha e Dinamarca com o nome de Reginaldo Farias. Estudou fotografia e cinema em Vincennes, depois trabalhou em Moçambique, na África. Ao retornar ao Brasil, após a Anistia política, trabalhou nos jornais Coojornal e Zero Hora, de Porto Alegre, e foi conhecer a Amazônia. Trabalhou na Folha do Amapá, colaborou com o PDSA (Plano de Desenvolvimento Sustentável do Amapá) do então governador João Alberto Capiberibe, seu companheiro de exílio, e visitou o Acre, em 2003, onde produziu o álbum de fotografias Um Novo Mercado Velho, a primeira grande obra da construção civil no Estado, que em seguida foi restaurada virando atração turística em Rio Branco. O álbum foi enterrado numa urna, com outros jornais e revistas locais, para ser aberto somente no ano 2106.
No seu blog (www.saitica.blospot.com) dá para perceberr um espírito inquieto, de revolucionário inconformado com as injustiças do mundo, e viajar através de fotografias quer falam de uma luta que não terminou; uma luta semeada de esperança nos corações e mentes das pessoas, bichos e ambientes que fotografou.

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